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sexta-feira, 12 de março de 2021

A Grécia Antiga - Parte 1

 Hoje vi este vídeo sobre a Grécia Antiga. E agora irei partilhar o que aprendi sobre o mesmo:

Os Gregos viviam na Península Balcânica onde o terreno era montanhoso, e seco não permitindo que uma grande quantidade de alimantos fosse nele plantado.

Este tipo de terreno fez com que cada cidade vivesse independente das outras, sendo uma cidade estado com as suas próprias leis.

A razão para se chamar Grécia Antiga a este conjunto de cidades (pólis) é que todas falavam a mesma língua, e tinham costumes semelhantes.


A própria História destas pólis é a seguinte:

A Grécia Antiga tem origem em 4 povos diferentes.

Os primeiros a lá chegar, ao verem que o povo cretense (da ilha de Creta) tinha domínio naquela zona, decidiram e conseguiram vence-los,e ficar com a península. Mas, através da sua relação com este outro povo, eles criaram uma nova cultura: a cultura creto-micênica.

Depois vieram outros dois povos. 

Originalmente, estes 3 povos que vieram para a Península Balcânica viviam em paz. Mas, quando o 4º entrou, dominou a península, e obrigou os outros 3 a procurar outras terras onde viver. Com esta saída (a 1ª Diáspora) estes povos foram povoar a Ásia Menor. 

Ao fim de algum tempo, aqueles que ficaram na península tiveram de se organizar. O 4º povo fico com as zonas mais ferteis e os outros tiveram de ir em busca de outros lugares para viver.

Como o espaço para cada comunidade era pequeno e havia muitos poucos recursos para viver eles dividiam tudo entre si. E a população foi crescendo.

Até que eles viram que não havia recursos para toda a população, e decidiram criar a propriedade privada. Os mais velhos das comunidades tomaram posse de todos os recursos e os mais novos tiveram de ir em busca de novas terras onde morar, indo para vários lugares à volta do Mediterrâneo, indo até ao que é a costa Este da atual Espanha (a 2ª Diáspora).

Depois desta dispersão, todas as comunidades gregas à volta do Mediterrâneo começam a fazer comércio umas com as outras. Este comércio permitiu que as cidades da península Balcânica podessem crescer e transformar-se em pólis, onde cada uma delas era independente de todas as outras.

Dentre estas pólis as haviam duas mais importantes: Atenas e Esparta, as quais irei referir em futuros posts.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Funcionamento geral da Democracia Portuguesa

Eu ando a escrever posts sobre o Governo Português (conjunto dos órgãos de soberania) desde o ano passado (este, este, este, e este).
Neste post irei fazer um resumo sobre o funcionamento geral da democracia do nosso país.



A Democracia Portuguesa foi fundada a 25 de abril de 1974 com a Revolução dos Cravos. Mas a sua Constituição, apenas foi aprovada dois anos depois, em 1976.

Fig. 1 - Revolução dos Cravos


A Constituição é a lei suprema do nosso país à qual todos devemos obdecer (nenhuma lei pode ir contra ela).
Alguns dos pontos importantes nela mencionados são os seguintes:
  • os direitos fundamentais do cidadão;
  • os príncipios essenciais por que se rege o Estado Português;
  • as direções gerais a que os vários órgãos devem obdecer;
  • a definição dos quatro órgãos de soberania (o Presidente da República, a Assembleia da República, o Governo e os Tribunais);
  • como se relacionam os órgãos de poder político.

O Presidente da República

O Presidente da República (P. R.) é o Chefe de Estado. É ele que representa o país a nível internacional.  Ele tem o dever de, nas palavras da Constituição, "defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa". 
É eleito diretamente pelos cidadãos, nomeia o Primeiro Ministro, e nomeia os restantes ministros "sob proposta" do mesmo.
Fig. 2 - Atual Presidente da República - Prof. Marcelo Rebelo de Sousa


A Assembleia da República

Fig. 3 -  Assembleia da República

A A. R. é o parlamento nacional.
Ela é formada pelos deputados eleitos, por voto indireto* (votam em partidos, não nas pessoas em si), pelos cidadãos portugueses com mais de 18 anos, que exercem os seus cargos durante um mandato de 4 anos. 
A sua principal função é representar todo o povo português.
As suas outras funções são: vigiar pelo cumprimento da Constituição, das leis, e atos do Governo e da Administração; e aprovar as leis fundamentais da República.
É nela que se encontra a segunda figura nacional, o Presidente da Assembleia da República, que conduz as várias sessões do Parlamento, e que pode substituir o P. R., caso o este se encontre temporariamente incapacitado.
Fig. 4 - Presidente da Assembleia da República - Eduardo Ferro Rodrigues 




O Governo

Fig. 4 - XXII Governo Constitucional Português 



O Governo é o orgão de suberania que conduz a política geral do país; sendo constituído pelo P. M. que o lidera e os restantes ministros por ele escolhidos.
Tem como funções: negociar com outros Estados ou organizações internacionais; propor leis à A. R., estudar problemas e propor resoluções para os mesmos; e decidir onde é gasto o dinheiro público (aquele que vem dos impostos).
Tem um mandato de 4 anos, sendo que antes de este acabar pode ser dissolvido nos seguintes casos:
  • o P. R. considera-o uma ameaça à democracia e o depõe;
  • a A. R. não aprova o seu Orçamento/Programa;
  • a A. R. aprova uma moção de censura, ou rejeita uma moção de confiança;
  • o P. M. fica de alguma forma impossibilitado de cumprir com as suas funções (adoece, fica fisica ou mentalmente imcapacitado, ou morre);
  • o P. M. demite-se.

Os Tribunais

Os Tribunais são o único órgão de soberania não eleito. Os juízes são inamovíveis e as suas decisões estão acima de qualquer outro órgão de soberania.

Fig. 5 - Tribunal constitucional

O Tribunal Constitucional é o órgão que verifica a constitucionalidade das várias leis. Se este encontrar alguma que seja inconstitucional, esta deixa de estar em vigor.




*A transformação dos votos em mandatos é feita através do método de Hondt.
Este método funciona da seguinte maneira:
Imaginemos que 5 partidos concorreram às eleições legislativas e na A. R. apenas existem 4 lugares disponíveis.
Para utilizar este método teremos de fazer uma tabela, na qual são colocados os vários partidos e o nº total de votos de cada um deles a dividir por 1, 2, 3,4...  E depois, apenas temos de selecionar os 4 valores mais altos da tabela; e cada partido terá tantos acentos parlamentares quanto o nº de valores da sua coluna que foram selecionados. Neste caso, o partido A teria 2 acentos, o partido B e o partido D teriam um acento, cada um; e o partido C não teria representação parlamentar.


Partido A

Partido B

Partido C

Partido D

Nº de votos/1

9000

12000

3000

4500

Nº de votos/2

4500

6000

1500

2250

Nº de votos/3

3000

4000

1000

1500

Nº de votos/4

2250

3000

725

1125

...

...

...

...

...





Fontes:

terça-feira, 17 de novembro de 2020

Quais as passagens bíblicas que atestam para a veracidade do Dilúvio

 Existem várias passagens bíblicas de outros livros que confirmam a veracidade do Dilúvio do livro do Génesis; e, neste post irei apresentá-las.

Antes de mais nada, é necessário mencionar que o próprio relato do Génesis é em prosa e não em poesia como várias vezes são apresentados os mitos.

Ex:

"Eis a história de Noé:

Noé era um homem justo, íntegro entre seus comtemporâneos, e andava com Deus. Noé gerou três filhos: Sem, Cam e Jafé. A terra se perveteu diante de Deus e encheu-se de violência. Deus viu a terra: estava pervertida, porque toda a carne tinha uma conduta perversa sobre a terra."

(Gen.6,9 -12) 

 

 Agora, as passagens em si:

 Do livro de Isaías:

"Como nos dias de Noé, quando jurei que as águas de Noé nunca mais inundariam a terra, do mesmo modo juro agora que nunca mais me encolerizarei contra ti, que não mais te ameaçarei." 

(Is.54,9) 


 Nos evangelhos, Jesus confirma o Dilúvio:

"Assim como no tempos de Noé, assim acontecerá na vinda do Filho do homem. Nos dias que precederam o dilúvio, comiam, bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na Arca. E os homens de nada sabiam, até ao momento em que veio o dilúvio e os levou a todos. Assim será também na volta do Filho do homem."              (Mat. 24,37 - 39)

 

Nas suas cartas, São Pedro fala do Dilúvio como uma prefiguração* do Batismo (ver este post). Também faz uma profecia sobre o fim dos tempos, quando os homens deixariam de acreditar nos factos de ter sido Deus que criou o céu e a Terra**, com a sua Palavra, a partir da água e de Ele ter destruído o Mundo antigo com ela; e começariam a acreditar no uniformitarismo***. Para além disso, ele também profetizou que, no fim dos tempos, Ele destruiria a terra novamente, desta vez, com fogo, em vez de água; e que seria por isso que os homens negariam a destruição total da Terra no passado, porque não quereriam olhar para a destruição total no futuro.


"Nem poupou o mundo antigo, mas ao trazer o dilúvio sobre o mundo dos ímpios, preservou apenas oito pessoas, entre os quais Noé, o arauto da justiça. 

Antes de mais nada, deveis saber que nos últimos dias virão escarnecedores com os seus escárnios e levando uma vida desenfreada, de acordo com as suas próprias concupiscências. O seu tema será: "Em que ficou a promessa da sua vinda? Se fato, desde que os pais morreram, tudo continua como desde o princípio da criação!" Mas eles fingem não perceber que existiram outrora céus  e terra, esta tirada da água , e estabelecida no meio da água pela Palavra de Deus, e que por essas mesmas causas o mundo de então pereceu, submergido pela água. Ora, os céus e a terra estão reservados pela mesma Palavra ao fogo, aguardando o dia do Julgamento e da destruição dos homens ímpios."                                                       ( 2 Ped. 2,5 .  3,3 - 7 ) 

 Com esta última passagem, acho que podemos verificar que estamos no fim dos tempos, pois, nós estamos a viver num tempo que possoui todos os requisitos mencionados por São Pedro (a opinião mainstream de que todos os seres têrem origem no "acaso" da formação de vida há milhões de anos atrás, sem qualquer Deus envolvido; de que o Mundo sempre foi assim com a exeção de algumas catástrofes ao longo do tempo (neocatastrofismo**** ), não acreditando no dilúvio de Noé como uma inundação global, ou não acreditando nela de todo).


Concluindo, como podem ver por estas passagens, todos livros da Bíblia que mencionam o Dilúvio, o apresentam como um acontecimento histórico.

Num futuro post irei apresentar  qual é a posição da Igreja em relação à historicidade dos relatos bíblicos.

Até ao próximo post!



Notas:

* prefiguração - algo que apresenta a imagem, ainda que imperfeita, de algo que vai ocorrer no futuro.

**uniformitarismo

[Sin. Atualismo]

Um dos princípios basilares da ciência geológica é o do uniformitarismo segundo o qual "o presente é a chave do passado", ou seja, as leis da natureza são constantes de modo a que o estudo dos registros geológicos, essencialmente rochas e suas estruturas, decorrentes de processos atuais permite se interpretar a evolução geológica a partir de registros geológicos antigos. Este princípio, hoje, é adequado a novos conhecimentos que indicam ter existido variações de intensidade e/ou velocidade de processos geológicos como, por exemplo, a duração de um dia solar menor no passado, o gradiente geotérmico terrestre, maior no passado quando existiam mais elementos radiativos aquecendo a crosta terrestre,..

*** Normalmente quando se refere a "o Céu e a Terra", refere-se à parte invisível e à parte visível da Criação, respetivamente; mas, neste caso eu apenas me refiro ao planeta Terra (mesmo que o significado mais comum também seja verdade).

****Neocatastrofismo - Reconhece o uniformitarismo como teoria principal para compreender os fenómenos geológicos, mas não exclui que fenómenos catastróficos ocasionais tenham contribuído para eventuais alterações localizadas na superfície terrestre.


Fontes:

Bíblia de Jerusálem. São Paulo: Paulos,1995

Os quatro Evangelhos. Vila de cucujães: Editorial Missões

https://www.youtube.com/watch?v=T52JFJaa16A&t=282s - Session 4, Evidence for the Noah's Global Flood, Laurence Tisdall

 http://sigep.cprm.gov.br/glossario/verbete/uniformitarismo.htm

https://bg10.files.wordpress.com/2008/09/microsoft-word-a_principios-basicos-do-raciocinio-geologico.pdf

terça-feira, 10 de novembro de 2020

Entropia genética e o Génesis

Nos posts anteriores do projeto capstone eu andei a falar de evidências específicas do Dilúvio.

Neste post farei de uma forma diferente, e apresentarei evidências para a decadência da Humanidade desde o pecado original*. E, ao fazer isto apresento provas a favor da veracidade do Génesis, o que, consequentemente, ajuda a provar o Dilúvio (também faz parte deste livro, 6,5 - 9,17) pois se a primeira parte for histórica, é mais provável que a segunda também o seja.


 Segundo os ciêntistas que estudam o genoma humano, o nosso ADN está cada vez mais deteriorado a cada geração que passa (a cada geração perde-se entre 1 e 10% da informação genética).

A cada divisão celular acumulam-se 3 novas mutações (erro** na "cópia" da informação do ADN), por célula; nós temos cerca de 30 biliões de células, e este processo ocorre uma vez ao dia, logo, ao longo da nossa vida acumulamos muitas mutações, sendo que várias delas são passadas para os nossos filhos.


Mas, para as pessoas que acreditam na Teoria da Evolução, isto representa um grande problema, pois se nós estamos a perder informação genética, em vez de criar aleatóriamente nova informação, esta Teoria não tem qualquer base na informação encontrada no Genoma Humano.

Para os criacionistas, ao contrário dos evolucionistas, elas ajudam a provar a  sua visão que aceita o livro do Génesis como um livro histórico (ainda que não contenha tudo o que aconteceu, e que por isso se tenha de procurar evidências na natureza para os eventos nele relatados).



Notas:

*Para quem não souber isto foi o que aconteceu no Princípio: Deus criou o ceú e a terra (tudo o que é visível e tudo o que é invisível). Depois disso, criou o Homem (Adão e Eva), à sua imagem e semelhança, de forma perfeita, para viver eternamente em comunhão com ele eternamente. Mas Ele criou-o livre para escolher o bem, ou, o mal. Infelizmente, ele escolheu o mal, ao se deixar seduzir pela Serpente Antiga, Satanás, e comeu do fruto do Bem e do Mal. Ao fazer isto, quebrou-se a perfeição eterna do seu ser e da sua relação com Deus, eles são expulsos do paraíso, a entropia começa, e a morte aparece. (Gen.1.1-3,24)

** Todas estas mutações são negativas, são a perda de informação. Nunca foram encontradas mutações positivas, que acrescentassem informação genética. 


Fontes:

https://tdibrasil.org/index.php/2019/03/06/o-que-e-entropia-genetica/

https://visao.sapo.pt/exameinformatica/noticias-ei/ciencia-ei/2016-01-13-quantas-celulas-tem-o-corpo-humano/

https://www.youtube.com/watch?v=pJ-4umGkgos&t=6sDr. John Sanford "Genetic Entropy and the Mystery of the Genome" 1/2

https://www.youtube.com/watch?v=K8KbM-xkfVkDr. John Sanford*** "Genetic Entropy and the Mystery of the Genome" 2/2

***professor universitário semi-reformado da Universidade Cornell, com um Ph.D em criação/genética de plantas na Universidade do Wisconsin

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Drama in the rocks - conclusão e como é que este afeta o meu capstone

 Nos últimos dois posts apresentei as evidências mostradas neste documentário. 

Neste post irei apresentar uma conclusão para os posts anteriores, e, seguidamente, mencionarei quais serão as consequências destas evidências para o meu projeto capstone de provar o Dilúvio.


Com este documentário podemos ver como muitas das bases da Teoria da Evolução (o  Princípio da sobreposição, Princípio da horizontalidade, o Princípio da continuidade lateral, o Princípio da Identidade Paleontológica; e consequentemente, a Escala de Tempo Geológico) foram provadas como falsas, pondo-a em causa.

E o que é que este documentário faz ao meu projeto sobre o Dilúvio? 
Bem, ele não o contradiz, e até me proporciona provas de que um grupo de seres vivos pode ser enterrado e fossilizado todo junto, mesmo que estes não estejam nos mesmos estratos; pois, as camadas são na verdade invisíveis sendo segregadas em vários estratos na altura da sua formação.
Para além disso, ele também prova que os estratos se podem formar muito rapidamente, tal como terá acontecido no Dilúvio.

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Drama in the rocks - as evidências recolhidas em laboratório

 Neste post irei apresentar as descobertas realizadas em laboratório, apresentadas neste documentário.

A primeira foi realizada por Guy BerthaultEle descobriu que sedimentos a fluir continuamente no ar, no vácuo, ou na água, forma uma sucessão de depósitos de sedimentos finos e grossos alternadamente, que se parecem com camadas, mas que não são camadas.

Fig. 5 - Sucessão de depósitos de Guy Berthault



A segunda foi a sequência de experiências estratigráficas realizada por ele e pela sua equipa no Laboratório de Hidráulica da Universidade Estatal do Colorado (EUA). 

    Eles utilizaram um grande tanque (de 4 pés (1m) de largura e 60 pés (18m) de comprimento), que fazia circular 1000 pés³ (305 m³) de água e 8 toneladas de uma mistura de areia, providenciando um fornecimento contínuo de partículas de areia grossas e finas, em condições de fornecimento constantes.

A equipa ao estudar a formação de estratos, viu que quando a corrente era mais forte apenas os sedimentos mais grossos se depositavam e, quando a corrente era mais fraca ambos os tipos de sedimentos se depositavam (da forma indicada por Johannes Volta).
Ao terminarem a sequência de experiências, cortaram um perfil dos estratos formados; que se pode ver na fotografia seguinte:



Fig. 6 - Perfil dos estratos formados em laboratório pela equipa de investigadores


A partir deste perfil dos estratos podemos ser levados a pensar que cada um dos estratos são camadas que se formaram, uma em cima da outra mas, na verdade, são o resultado da sucessão de várias camadas que se dividiram nestes estratos ao se formarem. 


(Legenda: Palavras/expressões a vermelho – traduções que não tenho a certeza do termo adequado)


Fontes do texto:

https://www.dailymotion.com/video/x28bdny - 

Drama in the Rocks 720p english

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Drama in the rocks - as evidências recolhidas em trabalho de campo

 Eu há uns tempos vi um documentário chamado "Drama in the rocks", que apresentava evidências experimentais de como se formam os estratos*, e decidi traduzi-lo de forma a que falantes de português que não percebessem inglês o pudessem ver e compreender.

Pensei em pôr a tradução no Youtube como uma contribuição da comunidade (se na altura em que terminasse, esta funcionalidade ainda estivesse disponível) ou como um comentário; mas como não me foi possível fazer qualquer uma delas, decidi apresentar todas as informações nele contidas num texto escrito por mim, com as imagens do documentário.

Aqui está a 1ª parte sobre as evidências recolhidas em trabalho de campo:

 (Legenda:

Palavras/expressões a vermelho – traduções que não tenho a certeza do termo adequado)

Muita gente pensa, ou está convencida, de que a estratigrafia suporta a Teoria da Evolução pois a partir dos seus princípios* ela prova que a evolução de facto ocorreu.

Neste post irei começar por apresentar as evidências geológicas recolhidas em trabalho de campo de como se formam os estratos, depois, em posts posteriores, irei apresentar as evidências recolhidas de experiências laboratoriais, seguidas das consequências que estas acarretam e, para finalizar irei dar a minha opinião em relação a este tema.

Em primeiro lugar, irei apresentar os estudos feitos em trabalho de campo.

Johannes Volta, um dos primeiros geólogos a estudar este tema; ao fazer uma sondagem na baía de Nápoles, comparou a sequência de estratos da mesma com a sequência de estratos visíveis na horizontal, viu que eram iguais, e concluiu que os princípios da sobreposição e da continuidade lateral estão errados; pois, todos os estratos ainda se estavam todos a formar.


Fig.1 - Esquema da comparação realizada por Volta

Outra descoberta feita fora de laboratório foi a sondagem feita por "Several Holmes" da superfície marinha do Oceano Pacífico, com o navio Global Challenger. nos anos 70/80; onde puderam constatatar que a lei de Volta era tão aplicável a sedimentos costeiros, como a sedimentos do fundo do mar, pois os estratos marinhos nunca chegaram a endurecer, na verdade, o endurecimento dos sedimentos só começava a 300m abaixo do leito marinho. A única exceção conhecida é o caso dos sedimentos de sílex e, mesmo esses só começam a endurecer a 100m abaixo do fundo do mar.


Fig.2 - profundidades a que o endurecimento dos sedimentos começa a aparecer.


Depois de apresentadas estas evidências alguns cientistas ainda ficaram relutantes em aceitar a lei de Volta; mas recentemente ocorreram dois acontecimentos que retiraram qualquer razão para ficar relutante; eles foram:

A erupção do vulcão do Monte Santa Helena em 1980. Esta, ao devastar uma vasta floresta próxima, provocou um grande maremoto num lago local, o que fez com que, em poucas horas, se formassem 600pés (aprox. 183m) de sedimentos, que secaram e formaram rochas estratificadas.


Fig. 3 - Foto das rochas formadas como consequência da erupção


Para além disso, a explosão também fez com que grandes quantidades de lama corressem pelas rochas adjacentes e formassem um desfiladeiro com mais de 100 pés (aprox. 30m) de profundidade e 200 pés (aprox. 60m) de largura.

Fig. 4 - Foto do desfiladeiro formado como consequência da erupção


E esta foi a primeira parte deste texto. 

Até ao próximo post.


Notas:

*Princípio da sobreposição diz que os estratos do topo são os mais recentes de todos, ou seja, os estratos mais antigos estão depositados nas partes mais baixas e os mais recentes no topo.

Princípio da horizontalidade. Nele os estratos são, em regra, expostos em camadas horizontais (planas).

Princípio da continuidade lateral. Nele um estrato tem sempre a mesma idade ao longo de toda a sua extensão independentemente da ocorrência da variação horizontal de fáceis. Uma camada limitada por um muro e por um tecto e definida por uma certa fáceis tem a mesma idade ao longo  de toda a sua extensão lateral.

Princípio da Identidade Paleontológica diz que estratos com o mesmo conteúdo fossilífero têm a mesma idade. 

(Não os pus a todos pois estes são os relevantes para o tema tratado no documentário.)



Fontes do texto:

https://paleontologiaeevolucao.blogs.sapo.pt/principios-de-estratigrafia-1042

https://www.dailymotion.com/video/x28bdny - 

Drama in the Rocks 720p english

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Como funciona o governo português #4 - O Método de Hondt

 Neste post irei explicar como é realizada a transformação dos votos em acentos parlamentares através do método de Hondt.

Este método de transformação de votos em mandatos tem este nome por causa do seu autor, Victor D'Hondt.

É muito simples, imaginemos que na A. R. existem 5 acentos disponíveis e que 4 partidos concorreram nas eleições: o Partido Amarelo, o Partido verde, o Partido azul e o Partido castanho

Após as eleições, contamos os votos e fazemos uma tabela (como a que está a seguir) onde colocamos os valores totais de votos de cada partido e vamos dividindo-os por 1, 2, 3 ... e, escolhemos os 5 valores mais altos da mesma, os partidos a quem eles pertencerem terão tantos acentos parlamentares quanto o nº de valores dos selecionados.

Ex: 


Partido Amarelo

Partido verde

Partido azul

Partido castanho

Total

12 000

7 500

4500

3000

Nº de votos/2

6 000

3750

2250

1500

Nº de votos/3

4 000

2500

1500

1000

Nº de votos/4

3 000

1875

1125

750

Neste exemplo, o Partido Amarelo teria 2 acentos, Partido verde também teria 2, o Partido azul teria 1 e o Partido castanho não teria representação parlamentar.


Espero que tenham percebido, se não, avisem.


Fonte:

https://www.parlamento.pt/Parlamento/Paginas/SistemaEleitoral.aspx

Como funciona o governo português #3 - Assembleia da República

 No post anterior eu falei um pouco sobre este orgão de soberania e, neste post, irei rever essa parte e, acrescentar mais alguns detalhes sobre a sua função.

A Assembleia da República (A. R.) é um dos orgãos de governo eleitos pelo povo.


A sua formação ocorre da seguinte forma:

Após as eleições lesgislativas, os votos são transformados em acentos na A. R. (através do Método de Hondt, que eu tentarei explicar noutro post) e os deputados são lá colocados. Depois disto, o P. R. nomeia o deputado com maior probabilidade de governo estável, o que, normalmente, significa o chefe do partido com mais votos, para ser o Primeiro Ministro. Este por sua vez, escolhe outros deputados da A. R. para formar Governo.

Ela tem as funções seguintes: representar o povo português, aprovar ou desaprovar o programa do Governo, eleger: 7 vogais do Conselho Superior da Magistratura (órgão do Estado que tem competências de nomeação, colocação, transferência e promoção dos juízes dos tribunais judiciais, bem como ao nível do exercício da ação disciplinar*)4 membros para o Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais (órgão de gestão e disciplina dos juízes da jurisdição administrativa e fiscal*), e 5 membros para o Conselho Superior do Ministério Público (órgão com competências disciplinar e de gestão dos quadros do Ministério Público*).



Fontes:

*Citação deste site:

https://www.parlamento.pt/Parlamento/Paginas/assembleia-como-orgao-soberania.aspx

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Capstone - Introdução

 O capstone é um dos requisitos de graduação na Clonlara (escola onde estou).

Mas afinal, o que é um capstone?

Um capstone é um projeto multidisciplinar sobre um tema de interesse para o aluno e que, em princípio, irá ser uma contribuição para a comunidade.

Eu irei, ao longo do processo de fazer o meu, colocar partes dele aqui no blog.

Eu decidi que o meu será sobre o Dilúvio.

Para quem não sabe, o Dilúvio é uma passagem bíblica onde se conta a História da Grande Inundação ( Génesis cap.6 - 10).

A história (resumida) é a seguinte:

Deus começou a ver a perversão dos homens e, arrependeu-se de ter criado o Homem. Então, decidiu destruir a Terra com um Dilúvio, matando todos os seres vivos terrestres.

Mas, lembrou-se de Noé e da sua família, os únicos que ainda lhe eram fieis, avisou-os daquilo que ia fazer e deu-lhes instruções para contruirem uma arca (grande barco fechado de madeira) para os salvar a eles e a um par de todos os animais impuros e a sete pares de todos os animais puros.

Quando eles já tinham acabado de a construir e preparar tudo, entraram na Arca e, depois Deus fechou-a, e fez com que uma gigantesca inundação, que chegou a cobrir até os picos das montanhas mais altas, caísse sobre a Terra.

Noé e a sua família ficaram na Arca durante aproximadamente um ano (desde o início do Dilúvio até ao aparecimento da primeira terra seca). Quando apareceu a primeira terra seca, Deus disse a Noé para ele, a sua família, e todos os animais sairem da Arca. Nesse momento um arco-íris apareceu no céu e Ele prometeu que nunca mais iria destruir a terra com um dilúvio e que o arco-íris seria um sinal da Sua aliança com os homens.

Todos os povos que agora existem são descendentes dos três filhos de Noé e de suas três esposas.


Para um grande grupo de pessoas, eu incluída, esta passagem conta a história de um acontecimento histórico. Neste capstone irei tentar descobrir as evidências ciêntíficas, históricas e teológicas deste evento. Para além disso, também irei procurar conhecer os vários pontos de vista de diversas pessoas/grupos de pessoas (Igreja católica, outros cristãos, ateus, judeus, comunidade ciêntífica mainstream...).  

Espero que gostem dos posts que irei escrever.

Até ao próximo post!